Bons sistemas de transportes não impedem que a frota seja elevada. Goiânia, Curitiba e BH, que possuem sistemas entre os melhores, possuem elevados índices de veículos.
Agora, o que faz o cidadão que tem carro usá-lo na hora do rush é exatamente a precariedade do sistema de transporte de massa ou coletivo. Bons sistemas de transporte podem fazer cidades com frota elevada operar com conforto mesmo em horários de rush.
O crescimento da frota pode ser significativo, porém, se o sistema de transportes for satisfatório e representar economia e conforto para o usuário, ele optará em deixar seu carro em casa nesses horários.
É preciso uma grande pesquisa nacional para saber o que o usuário do transporte individual precisaria para deixar seu carro em casa. E fazer o máximo para que isso ocorra, dando opções e elevando o custo do transporte individual até que ocorra o equilíbrio entre capacidade das vias e volume de tráfego.
A maioria dos sistemas de transporte coletivo não possuem segmentação. Mas isso é necessário. Tanto ter sistemas mais populares e mais baratos que a tarifa modal (ou até de graça, que é o que eu defendo), essencialmente para deslocamentos curtos intra-bairros, até um sistema coletivo de nível executivo porta-a-porta, que ofereça a um preço razoável um sistema que busque o usuário na porta de casa, leve até a um ônibus com alto padrão de conforto e expresso entre terminais, e aí faça o transbordo para outro sistema que o deixe na porta do seu local de destino. Tudo isso com tempo de viagem e preço que deixem a opção pelo carro muito ruim, ainda mais com a alternativa de se implementar pedágios urbanos nas áreas mais saturadas das cidades.
O debate sobre a qualidade do transporte deve ser intensificado pois é um atenuador da qualidade de vida de milhões de pessoas das grandes cidades, especialmente os moradores das periferias que levam até 4 horas diárias em deslocamentos (25% do tempo acordado).
PS: O percentual de crescimento de Rio Branco parece estar com erro de digitação.
NÚMERO DE VEÍCULOS E POPULAÇÃO DAS CAPITAIS
(Brasília – 2008)
| Capitais | Frota Jan. 2008 | População / Frota 2008 | Crescimento 2004/2008 |
| Rio Branco (AC) | 71.580 | 4,06 | 1,3% |
| Maceió (AL) | 156.162 | 5,74 | 23,1% |
| Manaus (AM) | 335.830 | 4,90 | 51,3% |
| Salvador (BA) | 512.582 | 5,64 | 29,3% |
| Fortaleza (CE) | 547.010 | 4,44 | 27,9% |
| Brasília (DF) | 981.724 | 2,50 | 33,0% |
| Vitória (ES) | 132.518 | 2,37 | 29,5% |
| Goiânia (GO) | 683.362 | 1,82 | 28,4% |
| São Luiz (MA) | 173.373 | 5,52 | 49,2% |
| Belo Horizonte (MG) | 1.026.999 | 2,35 | 31,1% |
| Campo Grande (MT) | 307.459 | 2,36 | 36,3% |
| Cuiabá (MS) | 193.209 | 2,73 | 40,7% |
| Belém (PA) | 215.927 | 6,52 | 34,9% |
| João Pessoa (PB) | 165.590 | 4,07 | 35,1% |
| Recife (PE) | 388.652 | 3,95 | 22,4 |
| Teresina (PI) | 193.891 | 4,02 | 43,3% |
| Curitiba (PR) | 1.073.822 | 1,67 | 32,6% |
| Natal (RN) | 215.277 | 3,60 | 31,9% |
| Boa Vista (RR) | 78.268 | 3,19 | 50,7% |
| Porto Alegre (RS) | 604.641 | 2,35 | 16,4% |
| Florianópolis (SC) | 212.626 | 1,87 | 28,3% |
| Aracajú (SE) | 160.145 | 3,25 | 15,9% |
| Total | 15.860.727 | 2,79 | 27% |
As que mais Cresceram
| Capitais | Frota Jan. 2008 | População / Frota 2008 | Crescimento 2004/2008 | |
| 1º | Palmas (TO) | 87.427 | 2,04 | 125,9% |
| 2º | Macapá (AP) | 63.836 | 5,39 | 70,4% |
| 3º | Porto Velho (RO) | 98.220 | 3,76 | 58,7% |
Onde menos cresceu
| Capitais | Frota Jan. 2008 | População / Frota 2008 | Crescimento 2004/2008 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 1.757.568 | 3,47 | 15,5% |
A maior frota do país
| Capitais | Frota Jan. 2008 | População / Frota 2008 | Crescimento 2004/2008 |
| São Paulo (SP) | 5,4 milhões | 2,01 | 26,6% |
Fonte: Valor, segunda-feira, dia 07 de abril de 2008












































